MANIFESTO DeepScene
Contra o Algoritmo que Nos Engoliu
Eles te vendem "descoberta", mas te entregam um eco. As playlists são espelhos que repetem o que você já ouviu, girando em torno do mesmo umbigo.
O streaming, como modelo dominante, nos empurra para a lógica "mais rápido, mais curtidas, mais vezes repetido". É uma lógica que suprime o acaso, a profundidade e a relação humana entre quem cria e quem escuta. A música se torna um fragmento descartável, um produto de rotação rápida.
Nós recusamos ser um produto na prateleira de ninguém.
O Mapa Não é o Território
O DeepScene não é um feed infinito. É um mapa. E mapa exige que você escolha um destino, que se aventure.
Aqui, os artistas não são ícones num mar de rostos desconhecidos; são pontos de partida. Você clica, você descobre, você se conecta com a pessoa, não com o perfil verificado.
Underground Não é Estética, é Ética
Ser underground não é um estilo musical, é uma posição. É fazer por fazer, criar por necessidade, existir fora da curva do mercado.
É saber que seu som pode não tocar no rádio, mas vai ecoar no ouvido de alguém que realmente importa. É trocar a promessa de fama pela liberdade de ser estranho.
A Curadoria é Nossa
Cansamos de ser curados por máquinas. No subsolo, a curadoria é feita de indicação boca a boca, de zine, de fanzine, de site feito no porão.
O DeepScene é isso: um dedo apontando para a cena, não um dedo decidindo o que você deve ouvir. Aqui, quem explora é você.
Existir é Resistir
Enquanto o streaming trata música como "ativo", nós tratamos como vida. Enquanto eles padronizam o som para agradar a todos, nós distorcemos para agradar a nós mesmos.
O DeepScene não quer ser o novo Spotify. Quer ser a porta de entrada para um Brasil que toca, rima e experimenta, longe dos holofotes, perto da verdade.
O underground não se entrega, se descobre.